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26 de Maio de 2020

Site diz que Moro e Dallagnol conversaram sobre apoio de Fux à Lava-Jato

AUDIÊNCIA BRASIL, Administrador
Publicado por AUDIÊNCIA BRASIL
há 11 meses


Nova sequência de mensagens divulgada pelo site "The Intercept Brasil", que teriam sido trocadas entre o ministro da Justiça e Segurança Pública,Sergio Moro, e o procuradorDeltan Dallagnol, da força-tarefa da Lava-Jato, mostram o que seria uma conversa sobre o apoio do ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), à Operação Lava-Jato.

Os textos foram divulgados em entrevista à Rádio BandNews por um editor executivo, que no domingo já havia revelado outras mensagens em que Moro e Dallagnol tratavam sobre as atuações nos bastidores da Lava-Jato. A Polícia Federal (PF) investiga invasões aos celulares dos dois e de outras autoridades com atuação direta ou indireta à operação.

As novas mensagens teriam sido trocadas em 22 de abril de 2016. Às 13h04 daquele dia, Dallagnol teria enviado ao magistrado: "Caros, conversei com o FUX mais uma vez, hoje".

No mesmo minuto, o procurador teria prosseguido: "Reservado, é claro: o Min Fux disse quase espontaneamente que Teori (Zavascki, que morreu em 2017) fez queda de braço com o Moro e viu que se queimou, e que o tom da resposta do Moro depois foi ótimo. Disse para contarmos com ele para o que precisarmos, mais uma vez. Só faltou, como bom carioca, chamar-me para ir à casa dele, rs. Mas os sinais foram ótimos. Falei da importância de nos protegermos como instituições (...)."Em especial no novo governo", conclui Deltan em outro trecho da mensagem, numa possível referência à gestão de Michel Temer (PMDB), que duas semanas após a data do diálogo assumiria a presidência no lugar de Dilma Rousseff, àquela altura alvo de um processo de impeachment no Congresso.

O diálogo divulgado pelo editor do" Intercept "prossegue com uma resposta em inglês, que teria sido enviada por Moro:" In Fux we trust ". O lema nacional dos Estados Unidos (" In God we trust ") era utilizado à época por admiradores do maigstrado de Curitiba (" In Moro we trust ").

Em entrevista ao jornalista Reinaldo Azevedo, na BandNews, Leandro Demori, do" The Intercept ", afirmou que o trecho é verídico e faz parte do material que o site obteve com uma fonte não revelada. Ele afirmou que resolveu levar as mensagens ao conhecimento do público da rádio após a repercussão do material divulgado no domingo.

OUTRO LADO

O GLOBO procurou o ministro Luiz Fux para que ele pudesse comentar o teor do diálogo revelado pelo editor do" Intercept ". O magistrado não quis se manifestar. No domingo, após a divulgação das primeiras mensagens, Moro lamentou"a falta de indicação de fonte de pessoa responsável pela invasão criminosa de celulares de procuradores". Ele também negou que tivesse orientado Dallagnol sobre a Lava-Jato e afirmou que não poderia confirmar se as mensagens eram verdadeiras. Nesta quarta-feira, mais cedo, ele disse que"hackers de juízes não vão interferir na missão".

'Queda de braço'

Em 22 de março de 2016, o ministro Teori Zavascki, então relator da Lava-Jato no Supremo, determinou que Moro enviasse à Corte todas as investigações que envolviam o ex-presidente Lula. A decisão veio após o juiz ter levantado o sigilo do áudio em que os petistas conversavam sobre a nomeação de Lula para a Casa Civil. A gravação era fruto de interceptação telefônica feita no âmbito da Lava-Jato e, na opinião de Zavascki, a suspensão do sigilo aconteceu sem a cautela exigida. O ministro determinou que a divulgação fosse interrompida e pediu para que Moro se explicasse no prazo de 10 dias.

Em resposta à decisão de Zavascki, em 29 de março daquele ano, Moro enviou um documento em que pediu desculpas três vezes pela polêmica que provocou ao divulgar diálogos de Lula gravados pela Polícia Federal. Por outro lado, aproveitou a oportunidade para dizer também que vários dos telefonemas interceptados mostravam tentativas de Lula em obstruir as investigações contra ele no âmbito da Lava-Jato.

Em votação no plenário, a liminar de Zavascki que mantinha o caso de Lula no Supremo permaneceu com a Corte, por oito votos a dois. Os ministros Luiz Fux e Marco Aurélio Mello votaram contra o relatório que mantinha o processo longe da Justiça Federal em Curitiba, onde trabalhava Moro.

(Fonte: OGlobo)

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15 Comentários

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Todos estão cansados de saber da polarização no STF. Assustaria saber que o Gilmar, Lewandowski e Marco Aurélio apoiam a Lava Jato.

Agora, o que menos vejo é exigirem a perícia do suposto material enviado.

Como se sabe a brecha do protocolo SS7 permite que o invasor não apenas copie dados, mas também envie mensagens se passando pelo dono do celular.

Assim, o que impediria inserir conteúdo falso mesclado com verdadeiro?

Aceitar as supostas conversas sem perícia é extremamente perigoso no mundo jurídico, pois ainda é um campo distante do conhecimento do PJ.

Isso abriria uma brecha jurisprudencial imensa para diversos ataques hackers com falsificação de dados.

Vejo muitos juristas se comportando como militantes político-partidários falando em dispensar perícia.

Note-se que em diversas ocasiões nos autos, tanto MPF como a própria defesa exigiram perícia de documentos. continuar lendo

A brecha no protocolo SS7 permite que o invasor, em determinadas circunstâncias, se aproprie de uma conta alheia, pelo menos no caso do Telegram, esta falha de segurança não permite alterar mensagens em tempo real, já que as mesmas são criptografadas.

Apesar dos dados trafegados serem criptografados, e mesmo não sendo impossível reverter a criptografia, seria necessário muitos processadores e tempo para isto, não daria para fazê-lo em tempo real.

A maneira mais simples de acessar as mensagens é tendo acesso à conta da vítima, no caso de pessoas públicas, não seria difícil conseguir os dados para planejar tal invasão, e se os usuários estivessem usando apenas uma autenticação simples, o trabalho de eventuais hackers seria muito mais fácil.

Simples textos podem ser facilmente manipulados, é muito difícil comprovar a autenticidade dos dados. O trabalho teria que ser feito em cima do áudio.

Se as vítimas quiserem colaborar para uma investigação mais rápida, elas poderiam entregar os dispositivos móveis para a polícia federal para averiguação. Mas não vejo por que o fariam, já que as mensagens obtidas ilegalmente talvez nem possam ser usadas como provas.

Se estas mensagens forem reais, o maior problema, além da falta de ética e o desrespeito pelas instituições por parte de um juiz federal e de um procurador, seria comprometer a operação e todo o trabalho que se teve para chegar até onde chegaram com as investigações. continuar lendo

Eu nem digo em tempo real, mas justamente a clonagem da conta.

Já o dispositivo ser entregue acho mais difícil porque você exporia tudo o que há lá ... bem além da Lava Jato ... tipo um papo maroto com uma amante.

Claro que também há na PF aqueles que poderiam vazar outro conteúdo prejudicando ele, seja por ideologia política ou porque ganhou um trocado.

Ainda creio que o mais sensato seria o material entregue ao site ser periciado, mesmo porque não vejo o site tomar cuidado na exposição das conversas.

Veja que o jornalismo mais sério usa termos que deixam a veracidade no ar já que não houve uma perícia ... já o Greenwald está até intimidando eles ... de certo pelos seus interesses políticos. continuar lendo

Alguém já viu alguma perícia destas "provas'? continuar lendo

No começo nem Moro nem DD alegaram que não eram verídicos os diálogos. Tentaram foi minimizar a importância e a ilegalidade cometida, como se fosse normal esse tipo de assunto entre juiz e procurador. Agora, que foram alertados por "juristas" da imprensa, se apressam a desmentir o que não desmentiram. Só que Gleen não confirmou que foi hackeamento... e tem muita gente achando que foi vazamento interno mesmo, de um deles da panelinha... alguém que discorda do método "os fins justificam os meios", por assim dizer. Ainda vai rolar muita água debaixo dessa ponte... continuar lendo

Inclusive o Ministro Moro poderia indicar a fonte dos vazamentos da operação, sempre em datas especiais com a finalidade de influenciar na opinião pública de forma a desfavorecer acusados, especialmente Dilma, contra a qual até agora nada e Lula, condenado emtribunal de excessão com provas espúrias e aprisionado ao arrepio da Lei, com "STF" com tudo e todos, inclua-se aí o Fux I don´t trust. continuar lendo

Não apoiar a Operação Lava Jato é apoiar a corrupção que está sendoi varrida por ela! É claro que o ministro Fux, assim como outros ministros apoiam a operação. Será que os que não a apoiam estão certos e os que apoiam errados? A história dirá! . continuar lendo